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O que é RSS?

O RSS (Really Simple Syndication) é uma forma prática de receber todas as notícias do Reseller Web no mesmo momento em que elas são publicadas. Através de softwares que utilizam protocolo XML chamados RSS feeders, ou Agregadores RSS, você pode adicionar as páginas do Reseller Web e de seus sites preferidos em uma única tela e a cada notícia publicada, você recebe um aviso sem que você precise navegar até o site onde a notícia foi gerada.

Como usar?

O primeiro passo para receber as notícias do Reseler Web em RSS é instalar um software agregador. Selecionamos uma lista dos programas mais utilizados caso você ainda não tenha um em seu computador:

  • · InstantaNews 1.1 (Freeware): Leitor de RSS integrado ao Microsoft Outlook
  • · Leitor de Notícias 2.5 (Freeware): Adicione suas próprias fontes de notícias ou utilize as fontes de notícia que são incorporadas automaticamente.
  • · e-FastNews 1.2 (Freeware): Leitor RSS em português.
  • · Active Web Reader 2.42 (Freeware): Simples de usar, mas é em inglês.
  • · Pluck 2.0 Beta 1 (Freeware): Leitor de RSS gratuito que roda no Internet Explorer 6.0 ou mais recente.
  • · RSSOwl (Freeware): Leitor de notícias RSS e RDF escrito em Java.
  • · FeedReader 2.9 (opensource): Popular programa XML

Para ler o conteúdo de cada um dos canais, copie o endereço do canal desejado e cole em seu programa RSS. Muitos programas reconhecem automaticamente os códigos XML das páginas disponíveis em RSS, bastando que você clique.

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São José dos Campos, 20 de Junho de 2013

Crime quente ou crime frio?

04 de Julho de 2012 às 10h42 Ponto Final

Crime quente ou crime frio?

Arnaldo Jabor
São Paulo

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Cara, matar o homem eu entendo, até eu podia matar, mas esquartejar! Ah, isso é demais! Ouvi essa frase várias vezes desde o nefando crime. Assassinos comuns nos confortam com seus motivos bárbaros, mas o esquartejador tira-nos o sossego da alma, pois há entre nós e a loucura um limite que é quase nada. Lembram daquele cirurgião que desmembrou a namorada, alegando “legítima defesa”? E o caso Isabela, e a Suzanne? Fica um buraco vazio em nossa memória. Não aguentamos viver sem clareza entre o bem e o mal.
A Elize disse que matou por ciúmes, por amor, para realizar ao avesso um pavoroso amor/ódio que lhe devorava a alma. Agora, surgiu um legista barbudo que nos trouxe uma nova versão e (talvez) alívio de entendimento: “Foi muito difícil fazer a necropsia de muitos pedaços em saquinhos de plástico” –reclamou– “mas, creio que ele ainda estava vivo quando foi degolado”. E aí? Isso nos conforta ou apavora? Essa versão de crime ‘quente’ torna a mulher mais monstro ou menos monstro?
A cena: o Matsunaga caído vê, num flash, sua amada, com a faca que cortara a pizza, rasgando sua garganta. Por um instante houve um fotograma de filme de horror, um fotograma de cinema realista mais crível que a fria cirurgia da vingança. Como no cinema, a verossimilhança é exigência das plateias. O crime seco faz menos sucesso. Se ela o degolou vivo, é bom para a defesa ou para a acusação? Ela, impulsionada pelo ódio, aumenta ou diminui a gravidade do homicídio? O que é mais desumano –o sangue quente ou sangue frio?
No crime quente haveria ao menos uma espécie de ‘confissão’ à vitima, quase um diálogo. Ele veria a própria morte e não seria apagado como um abajur e transformado em pacotinhos nas bolsas Vuitton. Vejo nas revistas que fica mais fácil classificá-la de ‘monstro’, se ele foi degolado vivo. Ela seria mais cruel, mais violenta, porém mais compreensível.
Ela poderia ter chamado a polícia, entregar o corpo intacto, confessar o crime por autodefesa e ser inocentada em julgamento. Mas ela era, como os jornais sempre repetem, uma “garota de programa”, uma puta, essa palavra tão odiosa quanto desejada. Nós pagamos a prostituta para ela não existir. E sub jaz no freguês, em muitos putanheiros, além do medo de amar, uma vontade secreta de ser bom, de merecer a gratidão da mulher. Por medo e desejo, o Matsunaga gostava de se sentir ‘salvador’, protegido pela gratidão das ‘decaídas’.
A cena: A moça deu o tiro. Instalou-se na casa um grande silêncio. A filha dormia, a babá tinha ido embora, os quadros estavam nas paredes, os restos de pizza esfriavam e os dois ficaram sozinhos. Sentou no sofá para pensar no que fazer, foi buscar a faca de cortar a pizza, esperou o sangue coagular e dedicou-se à tarefa do corte. Acho mais terrível a solidão dos dois: ela viva e ele virado em coisa. O que aterroriza é a naturalidade do trabalho da assassina, como se trincha uma galinha.
O esquartejamento é uma segunda morte. É o contrário da tortura em que o desesperado desejo da vítima é morrer. No caso, o que houve foi uma tortura post-mortem, em que a vítima não sentia mais nada, mas era preciso que fosse desumanizada, impedida para sempre de subir aos céus, de reencarnar. É isso que o esquartejador almeja: privar o morto até da morte, impedir uma identidade para o corpo.
O que me fascina nas prostitutas não é a falta de uma ‘moralidade’, não é o ‘pecado’ atribuído a suas vidas; o que impressiona é a espantosa mutação existencial provocada por centenas de pedaços de seu corpo dado a fregueses, anos a fio. Como fica a cabeça de uma prostituta, mistura de heroína com desgraçada, com uma experiência de humilhações que ninguém tem?
A marca da prostituição é muito profunda. Mesmo assim, na maioria delas mora um desejo de amor para além do “miché”. Tentam, mas são humilhadas na gratidão. O cara tira a mulher da ‘vida fácil’ e isso nunca é esquecido pelos dois. Um dia virá a frase: “Vai voltar para o lixo, sua puta!” Ou seja, não adianta procurarmos uma explicação que sintetize o crime, como se a vida social fosse um contrato de bom senso. Como se fossemos animais racionais e a loucura um desvio. É o contrário, irmãos...





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